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Mascote  

 

 

A Pantera do Vale do Rio Doce

O jornalista Marcondes Tedesco, um carioca que adotou Governador Valadares como sua cidade, foi o cara que teve a sacada inteligente de escolher uma pantera como animal símbolo do Esporte Clube Democrata. Até então, o Democrata vivia uma crise de identidade quando o assunto era a mascote. O clube era chamado pelos cronistas esportivos de Governador Valadares, de Jacaré ou Esquadrão Carijó.

Segundo Tedesco, em 1969, a diretoria do Esporte Clube Democrata manifestou o interesse de construir uma sede social na área externa do Estádio José Mammoud Abbas, mas dentro do quarteirão cedido pela Prefeitura ao ECD, ali, de frente para a Rua Afonso Pena. Tedesco participou das reuniões que idealizavam a campanha publicitária que já tinha slogan: “Democrata é preto no branco”. Mas faltava um animal para ser a mascote. Foram muitos os nomes falados, mas Tedesco sugeriu uma pantera.

A justificativa apresentada por Tedesco para a escolha de uma pantera como mascote do Democrata é de uma coerência singular. O bicho não entrou na história por acaso. Há muitos e muitos anos, quando o Vale do Rio Doce era coberto por uma densa floresta que guardava uma fauna exuberante, um animal se destacava: a onça pintada. Eram milhares de exemplares vivendo na mata e bebendo água no Rio Doce. O nome científico da onça pintada éYauaretê Panthera Onca. A coerência da escolha começa aí. A onça pintada que habitava a extensa faixa de terra onde se localiza atualmente o município de Governador Valadares, era um animal cultuado pelos legítimos donos destas terras, os índios Krenak (também chamados de Botocudos e citados nos livros de história, como ferozes e sanguinários). Os Krenak chamavam (e ainda chamam) a onça pintada de Kuparak Tek Tek.

Mas o animal que simboliza o Democrata não é este, é uma variação deste, de pelagem toda preta. De perto dá pra ver as mesmas pintas pretas (um pouco mais brilhante) da Tek Tek na temida Kuparak Rym. Yes! Kuparak Rym, este é o nome índigena da fera que simboliza o Esporte Clube Democrata. É o maior felino da América do Sul. Sua característica principal é demarcar o seu território com urina de um cheiro muito forte. Neste território, tanto a Tek Tekquanto a Rym, são valentes, lutam e matam. Matam para ter comida, matam para sobreviver. “É um felino guerreiro, vencedor”, disse, à época.

Quem fez o primeiro desenho da mascote do Democrata foi o artista plástico Epaminondas Bassi, que usou tinta nanquim e a técnica ‘bico de pena”. À época, ele tinha o seu ateliê na Rua Caio Martins, na área central da cidade. Epaminondas Soares dos Reis é mineiro de Governador Valadares. Além dos trabalhos de arte, geralmente pinturas e esculturas surrealistas, ele trabalha como pintor letrista fazendo faixas e cartazes. Mas como bom democratense, o trabalho do qual ele mais teve satisfação em fazer e orgulho de ter feito, foi o desenho da pantera. “Quando vi as pessoas na rua usando as camisas com o meu desenho, nossa, foi uma satisfação incrível. Eu senti muito orgulho daquilo”, disse.

 

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